Somos, essencialmente, descendentes de portugueses da Galícia.
Consta que estávamos na Ilha do Bom Abrigo, em 1531, quando Martim Afonso de Souza passou por lá a caminho do Sul.
Ele encontrou ali "sessenta lumes e duzentas almas", ou seja, sessenta casas com fogo e duzentas pessoas.
A Ilha do Bom Abrigo foi provavelmente a primeira cidade do Brasil. Mais tarde, a população se transferiu para a Ilha de Cananéia. Na Ilha do Bom Abrigo ficou funcionando uma fábrica de óleo de baleia, cujos destroços ainda estão por lá.
Alguns de nossos antepassados subiram o rio Ribeira, estabelecendo-se nas margens do rio Juquiá, rio Etá e rio Assungui.
Viviam da agricultura e da extração de ouro.
No século XIX, adquiriram o hábito de mandar um dos filhos para estudar fora.
Um dos mais célebres deles foi Luciano Martins Costa, juiz de paz e jornalista em Santos.
Conta-se que outros foram ainda mais longe. Um deles, João Martins Costa, teria se tornado agente de café em Londres.
Outro teria se mudado para Basel, na Suíça.
Boa parte da documentação antiga da família se perdeu no incêndio do cartório de Iguape.
É voz corrente que o incêndio foi provocado por capangas do então governador Adhemar de Barros, que havia grilado muitas terras no Vale do Ribeira, através de uma empresa chamada Greenfield.
Existe uma pendência judicial iniciada há mais de 40 anos, na qual os descendentes de Luiz Martins Costa reclamam a devolução de três propriedades griladas por esse grupo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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